Posts de Abril, 2008

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Futilidade – pt2

Abril 30, 2008

A melhor coisa que você pode fazer depois que o so called homem mais bonito do mundo (não sei onde, é uma beleza tão óbvia, default e sem sal…) te larga pela so called mulher mais bonita do mundo: ligar o foda-se e sair com um cara que, além de charmoso, tem algo na cabeça. Afinal, a unanimidade é burra.

Falando sério agora: adoro o trabalho do John Mayer. Muito. Acho as músicas dele primorosas justamente porque não são pretensiosas (e a maioria das bandas de hoje peca justamente por isso: pretensão. Pode reparar). Mayer faz um pop/rock cativante… E só – não é nem pretende ser a salvação da música. O que se propõe a fazer, faz bem feito: os arranjos são calminhos, o vocal é simples, as letras bem escritas (exceto Your Body is a Wonderland. Como disse, a unanimidade é mesmo burra e essa é uma das letras mais patéticas do J.M, embora tenha lhe rendido fama e alguns milhões).

Aliás, quem tiver cartão internacional e quiser me fazer um agrado, eu quero esta camiseta, ok?

PS – Sim, eu acho o Brad Pitt feio e o John Mayer bonito e sou uma incompreendida. Aliás, notem que o segundo é uma liga de Johnny Depp mais jovem com Joaquim Phoenix. Reparem.

PPS – O WordPress é sentimental quando se trata de colocar vídeos do you tube. Então, para quem quiser conhecer mais, ouça aqui, aqui e aqui.

PPPS – A gente fala amenidades quando o cérebro está tão fundido de cansaço que já não sabe de coisas interessantes para dizer. Enfim. Estou um caco.

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barbie cabeção

Abril 27, 2008

Você que cresceu nas décadas de 80 ou 90 deve se lembrar da Barbie cabeção – aquela que você podia maquiar e pentear e, depois, lavar tudo com uma esponjinha mágica.

Pois é. Quando criança, eu não gostava muito do brinquedo. Preferia brincar com os moleques. Deve ser por isso que, hoje em dia, quando tento me maquiar para alguma ocasião, não tenho a menor destreza nem noção e, depois de me atrasar bastante tentando fazer algo bonito e não conseguindo, acabo me irritando, lavando o rosto e saindo como sempre: com um rímel e um blush, no máximo. Sombra, só se for espalhada com o dedo — afinal, saber a finalidade de cada pincel é mais difícil que decorar a função de cada talher de jantar de gente rica. 

Enfim. Mas, pelo menos no mundo virtual, eu posso liberar a drag queen que existe dentro de mim. Acabo de descobrir este site, em que a Barbie cabeção é você, num clique. Além da maquiagem de tudo quanto é cor, dá até para fazer clareamento dental, colocar lentes de contato coloridas e escolher perucas das mais bizarras. Enfim,  é muito divertido! Tô há horas brincando aqui (com as minhas fotos e com as dos outros, heh).


A primeira foto tá sem photoshop, sem nada. Na segunda, de todas as possíveis semelhanças com a Barbie, apenas o cabeção é natural.

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Abril 25, 2008

Porra, véi, de novo? Bocejos. Falta de talento e criatividade é isso aí.

Não sei como ainda abrem as galerias para esse povo que quer falar do tempo com uma pilha de maçãs, cachorro morrendo, doente terminal… É tão óbvio e não tem nada de arte nisso. Enquanto isso, gente talentosa a duras penas por aí.

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Barreira lingüística

Abril 25, 2008

Quis lhe dizer que estava com saudades, mas ele não entenderia. Nunca. Mesmo se ela explicasse mil vezes. Afinal, saudade é saudade. Dizem que os portugueses foram os únicos a inventar o termo porque o mar os separava de seus amores. Pode ser. Mas mares existem muitos e existem para todo mundo. 

Ele nunca entenderia os dela, afinal calhou de nascer numa terra onde a língua mãe é tão absurda que a mesma palavra que se usa para dizer que perdeu o trem, o ônibus ou o guarda-chuva é a que se usa para dizer que sente falta de alguém.

Se ela explicasse, ele captaria e até adotaria a palavra nova. Mas a completude de seu sentido continuaria apenas gone missing.

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“quiburro!”

Abril 25, 2008

Há algum tempo, eu encafifei que queria escrever uma coluna engraçadinha sobre jornalismo e mandei uns textos para o editor de um site que está linkado aí ao lado, mas não direi qual é.

Eis o por quê de ter encafifado: quando larguei a faculdade de Ciências Sociais e decidi prestar jornalismo, não estava 100% certa de que era isso que queria ser (afinal, a gente quer ser tanta coisa…), mas acabei descobrindo que este é um assunto que me estimula. Sempre gostei de notícia, mas não tinha o costume de questionar a fundo a forma como as informações chegavam. E olha que nem é preciso ser estudante pra fazer isso. É legal ver que, em fóruns sobre o assunto, tem gente que é dentista, engenheiro, médico, físico e, ainda assim, gosta de analisar a imprensa. E, na verdade, era assim que devia ser. Todo mundo devia se preocupar com isso. Afinal, jornal é feito para o público e público somos todos, não?

Depois de começar a trabalhar, vi que, mais do que fazer jornalismo (o que pode ser sacal ou irritante de vez em quando), gosto de pensar e discutir jornalismo. Sinto um puta tesão em ler observatório da imprensa, columbia journalism review, comunique-se, revista Imprensa, vinte mil blogs e todo mundo que analise as atividades dos coleguinhas (desde que com um mínimo de embasamento). Primeiro, porque a gente aprende com o erro dos outros e, segundo… porque algumas questões relacionadas a jornalismo podem ser um puta assunto pra mesa de bar – se quiser, pode testar. 

Então, encafifei que queria batalhar um lugar de destaque razoável para escrever as minhas reflexões e debater com as pessoas – afinal, não tenho saco de divulgar este blog.

Aí, mandei um email pro cara falando das minhas idéias e anexando alguns textos (encabeçando-os, estava ”a mídia e o monstro”, publicado aqui recentemente) e o cara me responde: “então, mas é que não falamos de imprensa sensacionalista” (hello, como se o texto falasse só disso!) “nós fazemos e falamos sobre jornalismo cultural. Mande um texto relacionado a isso“.

Eu logo exclamei “quiburro!” (tal qual a menininha daquela velha propaganda, ao ver Çadia escrito assim, com ç) e me senti tentada a responder com o meu já quase bordão ”simata”. Mas respirei fundo e desisti da idéia, afinal a confusão que o tal cara fez é bastante comum: tá cheio de gente que confunde cultura com indústria cultural. 

Falar de cultura não é só falar de livro, disco, filme, teatro, estréia, bilheteria. Falar de cultura é falar de costumes, de pontos de vista, de opinião pública, de tendências comportamentais e da imagem que cada grupo social faz de si mesmo e dos outros. Sendo assim, não há nada mais cultural que jornalismo, já que ele é capaz de influenciar todas essas coisas.

Fica a dica para o moço em questão digerir.  

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O juiz e os livros

Abril 23, 2008

Adorei!

UPDATE: adorei a intenção do juiz porque ele mostrou que sabe que ler boas histórias é uma excelente maneira de passar o tempo – e melhor: não prejudica ninguém.

Há alguns anos, eu tive senhas devassadas por algum engraçadinho, que destruiu blogs e mandou e-mails horrosos com a minha assinatura. É constrangedor, dá dor de cabeça e você só consegue pensar: “putz, essa pessoa não tinha nada melhor para fazer?”. Eu até “entendo” um hacker que se sinta orgulhoso ao invadir uma página do governo ou desenvolver um vírus que dê pane em algo aparentemente intransponível, porque é uma questão de “vaidade”, de vencer um desafio, de saber que, se quisesse subverter o “sistema”, conseguiria. 

Mas a maioria  é de pés-de-chinelo que não sabem o suficiente para burlar sistemas mais complexos. Então, criam vírus que qualquer técnico conserta por 100 reais, roubam blogs, emails, perfis no orkut, senhas… Enfim, prejudicam gente normal. Gente que não fez nada pra eles. E isso não aconteceria se essas pessoas não tivessem muito, mas muito tempo ocioso. Logo, o juiz pensou: “tá sem fazer nada? Vai ler Vidas Secas em vez de azucrinar a vida dos outros!”

O blog Te dou um Dado, que rende boas risadas mas já está começando a perder a graça, como tudo que entra no mainstream (afinal, quando você vira chegado da MTV, da Rede TV e da editora Símbolo, tem de fazer vista grossa e deixar de ”chochar” muita gente que merece…), publicou um post quase tão besta quanto algumas das coisas veiculadas pela MTV, pela Rede TV e pela Símbolo.

Disseram: “Se nem a gente lia esses livros na época de fuvest porque se revoltava que era obrigatório, imagina os caras tendo que cumprir pena lendo. É o Poder Judiciário ensinando o prazer de uma boa leitura </ironia>”

Pra começo de conversa: os livros da Fuvest não são obrigatórios. Ninguém põe uma arma na sua cabeça. Se você não quiser, não leia. Afinal, as questões de literatura respondem por uns 5% da prova de português. Ou seja: se você for bem nas outras OITO matérias, pode até passar na USP sem ter lido nenhum dos livros recomendados. 

Mas o fato é que a lista da Fuvest tem livros bacanas. No meu ano teve “A hora da estrela”, por exemplo. Uma leitura pra lá de prazerosa (e Clarice é até pop). Ninguém pediu pra ler José Sarney! Nem a bíblia, nem o código civil. Te pedem pra ler Machado e Clarice Lispector e você ainda reclama? Não me diga que queria que o vestibular perguntasse da última revista Caras…

O que vocês não entenderam, queguidos blogueiros do TDUD, é que o juiz NÃO puniu. O juiz foi legal. Eu prefiro ler “A hora e a vez” do que ir pro xilindró ou pagar multa. Da mesma forma, a Fuvest não está enchendo o saco: ela está só recomendando livros importantes para a formação de qualquer um que queira entrar numa faculdade.

Acho a frase-feita “brasileiro não gosta de ler porque, na escola, isso é obrigação” a coisa mais babaca do mundo. Porque quem vê como obrigação é VOCÊ. Os meninos podem encarar a decisão do juiz como uma obrigação ou aproveitar para mergulhar na história do Matraga, que é no mínimo interessante. Quantas coisas não começam como “obrigação” e depois a gente aprende a gostar? Essas coisas que os hackers sabem também não são trabalhosas? Também não exigem tempo para aprender? “Invadir” o computador alheio não deve ser fácil, senão todo mundo era hacker. Mesmo assim, eles decidem aprender - porque se interessaram. A intenção do juiz foi despertar pela literatura o mesmo interesse que eles têm por informática. Só isso.

PS – A interpretação de texto do pessoal do TDUD tá tão falha que eles não viram que o juiz proibiu que os meninos tenham acesso à internet. Logo, ter acesso ao Zé Moleza vai ser meio difícil a não ser que façam isso através de algum amigo. Mas, ei, pessoas que perdem tempo invadindo o pc dos outros não devem ter muitos amigos…

 PPS – Eu ia escrever o quanto acho absurdo que um site como o Zé Moleza exista, todo mundo conheça e fique por isso mesmo, mas nem vou me estender nessa história. É o famoso “jeitinho” brasileiro: você baixa o trabalho, entrega pro professor que finge que não vê (afinal, eles sabem, ninguém é tão trouxa quanto parece), o aluno ganha a nota, o professor ganha o salário e fica tudo certo. Depois, quando cai um Machado de Assis na mão, geral acha difícil, enfadonho, não entende. E os outros é que são chatos por “obrigarem” a ler isso…

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Abril 23, 2008

Dessas Isabellas, ninguém se lembra.

E eu pensando que o terremoto (que eu nem senti) iria esfriar esse raio de assunto maldito que tem enchido o saco. Aqui na redação, temos de ficar com a TV e rádio ligados o dia todo, para o caso de acontecer alguma notícia importante. Nas últimas semanas, por causa desse bafafá desmedido, os televisores têm sido apenas mais um motivo de estresse - e, vocês sabem, Sampa tem muitos. Mais um pouco e quem se joga da janela sou eu.

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Curto e grosso

Abril 23, 2008

Isso aí é falta de pauta ou o quê? Notícia velha, velha… Até eu, que não me ligo muito em modismos de internet e sou a última ver os “sucessos do verão” do you tube, já conheço Twitter e afins. Aliás, publiquei uma coluna sobre o assunto no Guia da Semana em novembro. O item fazia parte da lista de coisas de que ninguém precisa.

Um twitter
Mais uma das estranhas novidades da internet 2.0. Há alguns anos, quando surgiram os blogs, eu achava que qualquer internauta que caísse num blog estilo “hoje eu acordei, fiz xixi, escovei o dente e tomei café” sentiria vergonha alheia pelo blogueiro bocó. Mas não é que a coisa virou moda? Saia com seu celular na mão e informe ao mundo o que é que você está fazendo.

8:30 – To amarrando o tenis.
8:31 – To pegando a chave.
8:32 – To abrindo a porta.
8:35 – To pegando elevador.
8:40 – To indo p/ ponto de onibus.
8:43 – To sendo assaltado pq dei bobeira com o celular na mao.

PS – Pior é isso aqui, ó. Como assim você não sabe se bebeu? Que merda de texto ruim (e exagerado! Quem lê, pensa que foi O terremoto. Até ônibus sacoleja mais. Tenha dó).

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ainda sobre ontem

Abril 23, 2008

Até que não terminou tão ruim. Queria ter saído com a câmera fotográfica – no fim da tarde havia dois arco-íris, um em cima do outro, com as cores bem marcadas. Não vejo um só há muito tempo, que dirá dois.

…Sim, eu sou boba e fico feliz com essas coisas.

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com o quadril doendo e humor idem

Abril 22, 2008

Quando o dia começa com um tombo no meio da rua porque o filho da puta do motorista do ônibus decide arrancar ainda com a porta aberta e gente descendo, imagine só como pode terminar.