Não tem jeito nem escape: o coração já foi colonizado. Você pode até ir embora, mas o fato é que já imprimiu em mim seus costumes, seus modos, suas palavras, suas músicas, sua visão de mundo. E, como todo bom imperialista (“who comes to steal and take away”), está levando consigo o melhor de mim.
Posts de Abril 17th, 2008

Final Check
Abril 17, 2008Acho que agora sei porque minhas vontades todas sempre tiveram a pilha fraca: não é nada disso. Não quero nem preciso de nenhuma dessas coisas. Nem desse dinheiro na minha conta, nem desse iPod na minha orelha, nem dessa tintura de cabelo, nem desse endereço, nem desse emprego, nem de elogios, nem de maquiagem para ressaltar ou disfarçar o que seja, nem de uma vaga aqui ou ali, nem de reconhecimento de nenhum tipo. Como todo mundo, eu só preciso de um par de ouvidos.

ouvindo
Abril 17, 2008
What I choose to do is of no concern to you and your friends. Where I lay my hat may not be my home, but I will last on my own.

It’s not so bad
Abril 17, 2008But then you call me and it’s not so bad, it’s not so bad
É nessas horas que eu percebo que não posso desistir de você. Quando o mundo todo pressupõe antes de checar ou julga antes de dialogar, quando o ônibus não passa, quando chove, quando não dormi quase nada, quando estou com dor de cabeça, quando estou sozinha, quando as pessoas são escrotas, quando lembro que a maioria dos bons amigos se mudaram pra longe ou fui eu que mudei, quando escorrego, quando levo bronca, quando tudo-tudo-tudo-tudo dá errado…
Nessas horas, você aparece, escreve, liga ou me vem em pensamento. E, se não fica tudo bem, pelo menos parece suportável.
Afinal, você me sabe. Você me aprendeu.




