
trôpegos
Maio 24, 2008Sim, ainda estou viva. Meio esfolada, meio remendada, meio bicho-do-mato, meio arroz-de-festa, meio triste, meio sem sal, meio de saco cheio, meio querendo colo e silêncio. Criei mais uma teoria que você talvez não queira ouvir. Mas conto mesmo assim, fingindo entusiasmo e você fingindo interesse. Sei, minhas histórias já foram melhores. Quer dizer: eram mesmo melhores ou você é quem tinha mais colheres de chá? De todo modo, vamos seguindo meio trôpegos. Quantos anos já? Não faz diferença. Cada ano se arrasta tão lentamente que parecem três: beijo de oi e tchau, necessidades fisiológicas, como foi seu dia? (ai, a rotina, essa eterna vilã). Mas estou viva. Não precisa checar. O amor respira por aparelhos, mas é estável.



