
Dispenso esta rosa!
Março 7, 2009

Dia 8 de março seria um dia como qualquer outro, não fosse pela rosa e os parabéns. Toda mulher sabe como é. Ao chegar ao trabalho e dar bom dia aos colegas, algum deles vai soltar: ”parabéns”.
Por alguns segundos, a gente tenta entender por que raios estamos recebendo parabéns se não é nosso aniversário (exceção, claro, à minoria que, de fato, faz aniversário neste dia). Depois de ficar com cara de bestas, num estalo a gente se lembra da data, dá um sorriso amarelo e responde “obrigada”, pensando: “mas por que eu deveria receber parabéns por ser mulher?”.
Mais tarde, chega um funcionário distribuindo rosas. Novamente, sorriso amarelo e obrigada. É assim todos os anos. Quando não é no trabalho, é em alguma loja. Quando não é numa loja, é no supermercado. Todos os anos, todo 8 de março: é sempre a maldita rosa.
Dizem que a rosa simboliza a “feminilidade”, a delicadeza. É a mesma metáfora que usam para coibir nossa sexualidade — da supervalorização da virgindidade é que saiu o verbo “deflorar” (como se o homem, ao romper o hímen de uma mulher, arrancasse a flor do solo, tomando-a para si e condenando-a – afinal, depois de arrancada da terra, a flor está fadada à morte). É da metáfora da flor, portanto, que vem a idéia de que mulheres sexualmente ativas são “putas”, inferiores, menos respeitáveis.
A delicadeza da flor também é sua fraqueza. Qualquer movimento mais brusco lhe arranca as pétalas. Dizem o mesmo de nós: que somos o “sexo frágil” e que, por isso, devemos ser protegidas. Mas protegidas do quê? De quem? A julgar pelo número de estupros, precisamos de proteção contra os homens. Ah, mas os homens que estupram são psicopatas, dizem. São loucos. Não é com estes homens que nós namoramos e casamos, não é a eles que confiamos a tarefa de nos proteger. Mas, bem, segundo pesquisa Ibope/Instituto Patricia Galvão, 51% dos brasileiros dizem conhecer alguma mulher que é agredida por seu parceiro. No resto do mundo, em 40 a 70 por cento dos assassinatos de mulheres, o autor é o próprio marido ou companheiro.Este tipo de crime também aparece com frequência na mídia. No entanto, são tratados como crimes “passionais” – o que dá a errônea impressão de que homens e mulheres os cometem com a mesma frequência, já que a paixão é algo que acomete ambos os sexos. Tratam os homens autores destes crimes como “românticos” exagerados, príncipes encantados que foram longe demais. No entanto, são as mulheres as neuróticas nos filmes e novelas. São elas que “amam demais”, não os homens.
Mas a rosa também tem espinhos, o que a torna ainda mais simbólica dos mitos que o patriarcado atribuiu às mulheres. Somos ardilosas, traiçoeiras, manipuladoras, castradoras. Nós é que fomos nos meter com a serpente e tiramos o pobre Adão do paraíso (como se Eva lhe tivesse enfiado a maçã goela abaixo, como se ele não a tivesse comido de livre e espontânea vontade). Várias culturas têm a lenda da vagina dentata. Em Hollywood, as mulheres usam a “sedução” para prejudicar os homens e conseguir o que querem. Nos intervalos do canal Sony, os machos são de “respeito” e as mulheres têm “mentes perigosas”. A mensagem subliminar é: “cuidado, meninos, as mulheres são o capeta disfarçado”. E, foi com medo do capeta que a sociedade, ao longo dos séculos, prendeu as mulheres dentro de casa. Como se isso não fosse suficiente, limitaram seus movimentos com espartilhos, sapatos minúsculos (na China), saltos altos. Impediram-na que estudasse, que trabalhasse, que tivesse vida própria. Ela era uma propriedade do pai, depois do marido. Tinha sempre de estar sob a tutela de alguém, senão sua “mente perigosa” causaria coisas terríveis.
Mas dizem que a rosa serve para mostrar que, hoje, nos valorizam. Hoje, sim. Vivemos num mundo “pós-feminista” afinal. Todas essas discriminações acabaram! As mulheres votam e trabalham! Não há mais nada para conquistar! Será mesmo? Nos últimos anos, as diferenças salariais entre homens e mulheres (que seguem as mesmas profissões) têm crescido no Brasil, em vez de diminuir. Nos centros urbanos, onde a estrutura ocupacional é mais complexa, a disparidade tende a ser pior. Considerando que recebo menos para desempenhar o mesmo serviço, não parece irônico que o meu colega de trabalho me dê os parabéns por ser mulher?
Dizem que a rosa é um sinal de reconhecimento das nossas capacidades. Mas, no ranking de igualdade política do Fórum Econômico Mundial de 2008, o Brasil está em 10oº lugar entre 130 países. As mulheres têm 11% dos cargos ministeriais e 9% dos assentos no Congresso — onde, das 513 cadeiras, apenas 46 são ocupadas por elas. Do total de prefeitos eleitos no ano passado, apenas 9,08% são mulheres. E nós somos 52% da população.
A rosa também simboliza beleza. Ah, o sexo belo. Mas é só passar em frente a uma banca de revistas para descobrir que é exatamente o contrário. Você nunca está bonita o suficiente, bobinha. Não pode ser feliz enquanto não emagrecer. Não pode envelhecer. Não pode ter celulite (embora até bebês tenham furinhos na bunda). Você só terá valor quando for igual a uma modelo de 18 anos (as modelos têm 17 ou 18 anos até quando a propaganda é de creme rejuvenescedor…). Mas mesmo ela não é perfeita: tem de ser photoshopada. Sua pele é alterada a ponto de parecer de plástico: ela não tem espinhas nem estrias nem olheiras nem cicatrizes nem hematomas, nenhuma dessas coisas que a gente tem quando vive. Ela sorri, mas não tem linhas ao lado da boca. Faz cara de brava, mas sua testa não se franze. É magérrima (às vezes, anoréxica), mas não tem nenhum osso saltando. É a beleza impossível, mas você deve persegui-la mesmo assim, se quiser ser “feminina”. Porque, sim, feminilidade é isso: é “se cuidar”. Você não pode relaxar. Não pode se abandonar (em inglês, a expressão usada é exatamente esta: “let yourself go”). Usar uma porrada de cosméticos e fazer plásticas é a maneira (a única maneira, segundo os publicitários) de mostrar a si mesma e aos outros que você se ama. “Você se ama? Então corrija-se”. Por mais contraditória que pareça, é esta a mensagem.
Todo dia 8 de março, nos dão uma rosa como sinal de respeito. No entanto, a misoginia está em toda parte. Os anúncios e ensaios de moda glamurizam a violência contra a mulher. Nas propagandas de cerveja e programas humorísticos, as mulheres são bundas ambulantes, meros objetos sexuais. A pornografia mainstream (feita pela Hollywood pornô, uma indústira multibilionária) tem cada vez mais cenas de violência, estupro e simulação de atos sexuais feitos contra a vontade da mulher. Nos videogames, ganha pontos quem atropelar prostitutas.
Todo dia 8 de março, volto para casa e vejo um monte de mulheres com rosas vermelhas na mão, no metrô. É um sinal de cavalheirismo, dizem. Mas, no mesmo metrô, muitas mulheres são encoxadas todos os dias. Tanto que o Rio criou um vagão exclusivo para as mulheres, para que elas fujam de quem as assedia. Pois é, eles não punem os responsáveis. Acham difícil. Preferem isolar as vítimas. Enquanto não combatermos a idéia de que as mulheres que andam sozinhas por aí são “convidativas”, propriedade pública, isso nunca vai deixar de existir. Enquanto acharem que cantar uma mulher na rua é elogio , isso nunca vai deixar de existir. Atualmente, a propaganda da NET mostra um pinguim (?) dizendo “ê lá em casa” para uma enfermeira. Em outro comercial, o russo garoto-propaganda puxa três mulheres para perto de si, para que os telespectadores entendam que o “combo” da NET engloba três serviços. Aparentemente, temos de rir disso. Aparentemente, isso ajuda a vender TV por assinatura. Muito provavelmente, os publicitários criadores desta peça não sabem o que é andar pela rua sem ser interrompida por um completo desconhecido ameaçando “chupá-la todinha”.
Então, dá licença, mas eu dispenso esta rosa. Não preciso dela. Não a aceito. Não me sinto elogiada com ela. Não quero rosas. Eu quero igualdade de salários, mais representação política, mais respeito, menos violência e menos amarras. Eu quero, de fato, ser igual na sociedade. Eu quero, de fato, caminhar em direção a um mundo em que o feminismo não seja mais necessário.
…Enquanto isso não acontecer, meu querido, enfia esta rosa no dignissímo senhor seu cu.
******************************************************************
Não se surpreenda se também encontrar este texto em outros blogs e perfis do orkut ou se recebê-lo por e-mail ou impresso. Isto faz parte de uma campanha conjunta, organizada por mim e por esta comunidade.
Se quiser, pode reproduzir o texto e a imagem em seu blog ou perfil! No entanto, não se esqueça de me dar os créditos pela autoria. Também seria muito legal se você linkasse as meninas.




O meu post com o seu texto eu vou publicar amanhã.
O meu texto também publico amanhã… aliás, os dois links que você postou ao final são iguais, pra comunidade. Tá certo?
Eu vou publicar esse post hoje, então. Do jeito que está aqui, pode ser? Abraços.
Oi Marjorie!!
Já coloquei o texto no meu orkut, pena que não coube inteirinho. você não poderia traduzir para o inglês? Converso com algumas pessoas que são falantes somente do inglês, mas o meu próprio não é lá aquelas coisas. tenho medo de mutilar o seu texto… hehehehhe
Se você puder traduzir, eu posso enviá-lo a mais pessoas.
Como disse uma das meninas lá no orkut, eu tbm editei a última parte, pois não me sinto confortável com palavrões. É opinião pessoal minha, pois não violência (verbal inclusive) cai bem para tod@s. Um grande abraço!!
P.S. Leio o blog sempre, e aprendo muito aqui. Só hoje comentei, viu?Bj!
Lola – Thanks! \o/
Srta T – Sim, tá certo. Coloquei só pra reforçar. Ontem à noite me esqueci de colocar tb o link para o blog da campanha, onde mais tarde eu vou listar todos os participantes. Já editei o post. Se puder colocaro link para o blog tb, vai ser ótimo! Mas acho que nemtodo mundo vai pôr, porque demorou um pouqunho pro blog ficar pronto…
Nalu — Sim, pode publicar do jeitinho que está aqui. Se quiser acrescentar algo ao texto, também pode.
Talita – Pode cortar ou editar o texto, sim, numa boa. Entendo que nem todo mundo é boca suja quanto eu e essa parte não é indispensável no texto mesmo. E posso traduzir, sim! Só não sei se fica pronto a tempo de vc enviar amanhã….. Mas vou começar a traduzir, sim! Quando terminar, te mando um e-mail.
Abraços
Nossa. MUITO OBRIGADA. Melhor texto sobre o assunto, ever, vou divulgá-lo por aí. Tenho acompanhado seus posts pelos meus feeds há pouco tempo, e já está entre meus blogs favoritos. Obrigada mesmo, é um verdadeiro serviço de utilidade pública o que você tem feito por aqui.
Oi Marjorie!
Já preparei meu post para amanhã, com o seu texto e o da Cynthia. Como outras comentaristas, dei uma amenizada no finalzinho, mas sem mudar a essência da coisa.
Seu texto está excelente, aliás, ‘contra fatos não há argumentos’, não? E adorei a idéia da campanha. Estou nessa!
O post vai sair no blog Rato de Biblioteca (http://www.terracotabolsas.com/rato), OK?
Beijos,
Cristine
Juliana – nossa, tô lisonjeada com a visita e os elogios! Adoro o mothern, leio há anos.
Cristine – Thanks! Vou colocar teu endereço na lista do pixel por pixel.
Acabo de publicar o meu!
Oi, Marjorie!
Seu texto é ótimo, adorei a idéia dessas postagens coletivas. Publicarei no meu blog amanhã! Falando em blog, eu tenho que começar a perder a vergonha (é, eu devo ser uma das únicas pessoas que é tímida até na internet) de comentar por aqui, visito a um tempo já e gosto bastante do jeito que você escreve…
Abraço!
PARABENS!!!!!!!!!!
Primeira vez que passo por aqui, e amei seu texto. Concordo com cada palavra que voce escreveu… Como estou aqui nos EUA, so agora pude perceber como os comerciais do Brasil sao machistas… Aqui, tb vejo jovens fazendo propaganda de cremes etc, mas nao vejo ninguem de biquini ou com varias mulheres so para vender o produto. O Brasil, que se diz um pais sem preconceitos, precisa melhorar muitoooo.
Oi Marjorie!
Fiz o meu próprio texto, mas coloquei a imagem e links para a campanha
[...] estão os dois textos ótimos das blogueiras Marjorie Rodrigues e Cynthia Semíramis. Para quem não conhece, os blogs delas são [...]
nossa, muita verdade e coerência. pior é que mostrei pra algumas mulheres, que acharam exagero. como assim? eu, homem, já sinto o tanto que ser mulher significa, tudo o que já foi conquistado e, principalmente, o que ainda FALTA pra se conquistar. parabéns! não pelo dia, mas pelo texto incrível.
Marjorie, acabei de ver que existe uma versão em PDF, prontinha pra impressão, no http://feminista.4shared.com e no midiaindepentente.org.
Olá, Marjorie!
Faço Mestrado em Antropologia Social, e pesquiso os movimentos feminista e lésbico no Brasil, nos anos 80 e 90. Acabei de ler seu texto lá no Mulheres à la carte, e tratei logo de enviá-lo a todas as minhas colegas de pesquisa na Universidade, amigas, namorada… Copiei e colei inteiro, até o link do seu blog. Foi o texto mais lúcido que li sobre o dia de hoje. Há dois dias, eu ouvi na rua um homem dizer que “daria um jeito” em mim se eu estivesse na sua casa. E isso sempre acontece, mais ainda se estiver com minha companheira. E sempre tem a rosa, ah, a rosa… Parabéns, a você, por ser uma mulher que escreve, e nos convida a refletir. Vou replicar no meu blog, amanhã. Abraços!
Daniela e Elyana — adorei os textos de vocês. É legal tb ver textos diferentes, não só o “manifesto”. Gostei bastante do seu, Elyana, porque ressaltou a importância de existir um dia internacional da mulher, além de relembrar a história de sua criação — coisa que eu não citei no texto para não ficar muito grande. Me disseram que algumas pessoas interpretaram o meu texto como se fosse contra o dia da mulher, e não é nada disso. Acho importantíssimo. O foda é como esse dia tem sido usado para reforçar o machismo, em vez de chamar atenção para a desigualdade de gênero. Bjos às duas!
Nathaly — tb sofro um pouco de timidez internética, rs. Tem um monte de blog que eu leio e não comento. Principalmente se concordo com o que a pessoa diz. Sinto que não tenho nada a acrescentar e só elogiar pareceria puxação de saco, enfim. Mas comente sempre que quiser e se sentir à vontade!
Yohana — Pois é, tb acho que a objetificação no Brasil é bastante gritante. Não sei se é pior ou melhor que nos EUA, porque nunca morei lá (rs, eu nunca sequer saí do Brasil!). Mas que os EUA tb são extremamente machistas, ah são. Mais do que eu pensava. Desde que comecei a ler os blogs feministas americanas (linkados aí ao lado), tem umas coisas da cultura americana que me deixam boqueaberta. Mas misoginia tem em todo lugar, né? Se houvesse um único país não-machista no mundo, acho que todas nós já teríamos nos mudado para lá, rs.
Danilo — Obrigada pelo elogio! É sempre bom encontrar um homem que tenha sensibilidade para as questões do outro sexo. Bem-vindo!
Cynthia — Opa! Vi sua postagem sobre isso no orkut. Pensei que fosse vc quem tivesse colocado… Queria saber quem foi pra poder agradecer.
Clarissa — Super obrigada pelo elogio, Clarissa! Depois me diga qual foi a reação dos seus amigos ao e-mail. Ah, e deixe aqui o endereço do seu blog tb, para ele ser acrescentado na lista do pixel por pixel. Abraços
[...] sexualmente ativas são “putas”, inferiores, menos respeitáveis. (Leia o texto na íntegra no blog da Marje) Os comentários estão fechados, mas você pode fazer um trackback do seu próprio site. RSS [...]
Achei fantástico o texto. Muito bom.
Estou divulgando lá no blog… muito bom teu blog.
Beijos
AMEI! Parabéns pela iniciativa, Marjorie! Fiz um post no meu blog e estou participando. Beijão
Enviei o link para uma lista de mulheres da qual faço parte aqui na Parahyba.
PERFEITO!
Hoje eu tava na expectativa de esmurrar alguem se viesse me dar parabens!
Mas aqui no interior da Bahia, nada aconteceu!
Oi Marjorie. Vim aqui pra avisar que seu texto fez muito sucesso entre as minhas amigas, algumas que inclusive tinham medo de se dizerem feministas quando conversavam comigo.
Também queria avisar que fiz um tópico na comunidade do ‘dispenso essa rosa’ pra juntar os links de quem está participando, acho que assim fica mais fácil pra juntar tudo no pixel por pixel depois.
Beijos.
[...] você não comemora a data, dispense a rosa. Este movimento do blog Combatendo o Machismo, Pixel por Pixel e da comunidade do Orkut Feminismo e [...]
Oi, Marjorie! Excelente texto!
Fiz um post (pequenininho) sobre a data de hj, e comentei sobre o movimento!
bjs
Muito bom Marjorie… publiquei no meu blog, com os merecidos créditos. xD
hahahahahahahahahahahahaha Amei! Sempre odiei esse parabéns. Escrevi a respeito no meu blog e alguém me deu o link desse aqui. Seja lá quem for, obrigada!
Meninas, coloquei todas vocês na lista de blogs participantes lá no pixel por pixel. Super obrigada por terem gostado do texto! Fico lisonjeada. Mesmo.
Patricia — Manda as reações das suas amigas pra mim! marjorie.rm@gmail.com.
Ah, sim, a lista que você fez na comunidade tem sido MUITO útil para montar a lista! Brigadão.Acho que os blogs já estão quase todos lá, no pixel por pixel. Mas ainda faltam vários perfis e eu tô meio embananada com isso. Vou te enviar um convite pra vc moderar o blog também e me ajudar na lista, pode ser?
Abraços a todas
Ar-ra-sooouuuuuuuuuuuuuu!!!!!!!!!!!!
publiquei no meu também!
amei!
:*
Aproveito para mandar esse link:
http://colecionadordepedras.blogspot.com/2009/02/ajoelhaco-na-cooperifa.html
postado e creditado.
afinal, não há “parabéns” mais hipócrita.
Olá Marjorie,
Achei teu texto, no blog síndrome de estocolmo! Mandei ele por e-mail para todas as mulheres da minha lista, com os devidos créditos! Fantástico teu texto!
Parabéns pela iniciativa!! Espantoso como essa cultura da inferiorização da mulher é tão sutilmente disseminada que nem notamos no nosso dia-a-dia…
Obrigada por nos alertar e nos lembrar que precisamos continuar lutando pela igualdade!
beijos
Li
[...] “Dispenso esta rosa!” By diogomota Dia Internacional da Mulher. No blog marjorierodrigues.wordpress.com Marjorie Rodrigues nos oferece, homens da caverna (que assassina a mulhere que consegue sair, ver a luz e ainda decide retornar), a sensibilidade que tanto precisamos, o outro olhar para o outro sexo. [...]
Oi Marjorie! Só tomei conhecimento do seu texto hoje, e amei. Recebi vários parabéns ontem, que não me disseram nada porque estavam totalmente fora do contexto, se é que vc me entende. Parabéns pelo que mesmo? Por ser mulher? Esse pensamento é mto reducionista, visto que nós somos muito mais do que simplesmente mulheres: somos seres humanos, pensantes e inteligentes. E todas essas agressões e atrocidades contra nós, assim como os negros, homossexuais e outras “minorias” devem ser combatidos ferozmente. Afinal de contas nós somos, acima de tudo, humanos.
um beijo
Babi
Meu, que texto ótimo!!!
Está de parabéns! A mais pura verdade!
Forte abraço,
Camila
Olha eu fiquei pensando em fazer um post sobre o assunto e a vida me atropelou e eu não fiz. Agora que li o seu me sinto na obrigação de linká-lo no meu próprio blog porque vc disse tudo, mas tudo mesmo que todas as mulheres que pensam sentem.
Muito bom texto, só acho que você exagerou no final, a mandar àqueles que distribuem rosas e “parabéns” às mulheres tomarem lá.
Digo isso porque, como homem, amo vocês mulheres, desde à minha mãe até a minha esposa, passando por você, Marjorie, até a moça que trabalha no supermercado e a minha vizinha chata.
Se tenho a iniciativa de dar uma rosa ou de congratular pela data, conquistada com muita luta, a história mostra, é porque eu não ‘encoxaria’ você no trem, tampouco te acharia uma put* se, por acaso da vida, eu viesse a te “deflorar”.
Se há muita hipocrisia? Há, com certeza. Mas esse papo de ‘rejeito essa rosa’, se for levar a sério, passa-se muito mais por ideologia de estudantes de sociologia do que, de fato, algo que se deva aplicar à realidade.
Creio que vocês mulheres merecem tudo de bom, e toda a igualdade necessária. Mas cuidado: Não fiquem transando com qualquer um por aí, não pise nos seus subordinados, não sejam grosseiras.
Existem coisas que os homens evoluídos, como eu, nos envergonhamos de ter feito (mesmo que por via de nossos antepassados). Não hajam com esse comportamento ultrapassado, tampouco almejem tal indignidade.
Sejam mais humildes, mais delicadas, mais fortes e poderosas sim, mas não agressivas.
E por fim, num mundo igualitário, quando oferecermos uma rosa, apenas a aceite. É só uma rosa, linda, macia, cheirosa, como uma mulher é. Aceite, e não nos mande tomar lá.
Ciência traduzida,
não, você não é um homem “evoluído”, por mais que seu ego do tamanho de um bonde o faça pensar que é.
Para começar, sua interpretação de texto é deficiente — porque a atitude que eu critico no texto é exatamente esta que você apresenta em seu comentário. Esse amorzinho hipócrita pelas mulheres, que as considera inferiores ao mesmo tempo em que finge valorizá-las.
Eu não preciso do teu amor. Tampouco a caixa do supermercado ou a tua vizinha precisam disso. Você parte de um clichê machista ridículo, que diz que tudo o que as mulheres querem é serem “amadas” pelos homens. Bem, especialmente para você que implica com um palavrão de duas letras em um texto de 4 mil caracteres: abre o ouvidinho porque estou prestes a mandar você enfiar esse amor no seu cu. Nem eu nem sua vizinha nem a caixa do supermercado nos sentimos lisonjeadas com isso. Afinal, você é um zé ninguém. Eu não quero ser “amada” por um estranho, não — eu quero ser igual na sociedade. Eu quero o fim das discriminações. Mas, ei, isso eu já disse no texto, que parece que você não soube ler!
Fora o discurso sessão-da-tarde, do tipo “amo todas vocês” (como se as mulheres estivessem sedentas pelo teu amor e fossem parar de reclamar assim que você desse isso a elas), me irrita no teu comentário o tom arrogante, condescendente. Como se você tivesse o direito, apenas por ser homem, de dizer o que as mulheres devem ou não devem fazer.
“Não fiquem transando com qualquer um por aí” — Péraí, péra aí, péra aí… De quem é a vagina mesmo? É minha ou é sua?
“Sejam mais humildes, mais delicadas, mais fortes e poderosas sim, mas não agressivas” — Eu vou ser agressiva o quanto eu quiser. Porque agressividade é uma característica humana, não apenas restrita aos homens. O que você queria? Que, num texto em que denuncio o quanto as mulheres ainda são prejudicadas na sociedade, eu escrevesse num tom super feliz e contente? Ah, vá tomar no cu, véi!
“esse papo de rejeito essa rosa, se for levar a sério, passa muito mais por ideologia de estudantes de sociologia do que, de fato, algo que deva se aplicar à realidade” — sabia que tu eras o típico leitor de Veja que acha que ciências humanas não servem para nada. Tenho até preguiça de comentar o tamanho da ignorância contida em tal afirmação.
“E por fim, num mundo igualitário, quando oferecermos uma rosa, apenas a aceite e não nos mande tomar lá” — querido, se homens como você ainda tiverem a arrogância de querer nos mandar aceitar uma coisa (ou dizer se devemos usar palavrões ou não), o mundo não será igualitário.
Enfim. Desce do pedestal, chuchu. Teu pênis não lhe confere nenhum poder especial. E tchau. Você não é bem-vindo aqui.
Meninas que comentaram, desculpe pela invasão do douchebag (e desculpe pela resposta em conjunto, sei que é uó, mas tô na correria aqui). A todas que elogiaram o texto, super obrigada de novo. Vou acrescentar vocês na lista, etc e tal.
J – Gotta luv cooperifa!
Babi — concordo em gênero, número e grau com teu comentário. Por isso que eu gosto da terceira onda do feminismo, porque engloba outras minorias tb.
Beijo grande para tod@s.
[...] No entanto, posso pensar em oito dezenas de motivos pelo qual o dia 8 de março é um das maiores piadas já inventadas pela humanidade. Felizmente há cérebros pensantes nesse planeta que já o fizeram por mim. O mais completo é o da Marjorie Rodrigues. [...]
Eu sempre considerei o “Dia internacional da mulher” uma estultice sem tamanho. E o seu texto expressou meu sentimento nas palavras mais exatas. Incluindo a sugestão de onde a rosa deve ser colocada.
Beijos estratégicos…
Parabéns, Marjorie.
Seu texto cai como uma luva com as coisas que luto para mudar na mentalidade da sociedade. Que audácia a minha. Recentemente numa reunião de família, não fui entendida quando disse que nós precisamos ter a consciência do nosso valor e sair dessa redoma que a sociedade machista nos impõe todos os dias. Porque à nós é que vai sobrar a tarefa de mudar o mundo da forma em que está. Na política,nas empresas, na sociedade e nas famílias. O fato da sociedade ter avançado já satisfaz a maioria das mulheres, afinal, já foi pior. Num encontro recente tentei inclui assuntos interessantes como empreendorismo feminino, sustentabilidade e a mulher, mas fui voto vencido: quiseram falar de maquiagem, produtos de beleza e sexo.
Seu texto foi um elixir para mim e como muitas manifestaram, gostaria de publicá-lo na íntegra em meu blog. Parabéns.Vou também escrever a respeito.
Público, por favor, aplausos. Marjorie que é mulher de verdade.
Marjorie, cheguei aqui através do Inagaki e estou fascinada pela clareza com que vc expressa os seus sentimentos e o de tantas outras mulheres por aí. não coloquei no meu blog porque só estou vendo o texto hoje, que o “tal” dia já passou (ainda posso colocar?). mas repassei para algumas amigas e todas concordam tb.
obrigada por ter escrito tudo que sinto e penso, me sinto praticamente “psicografada”, hehehehehe
abraços e muito sucesso!
Cara, parabéns pelo teu post. Acho que nunca havia lido nada tão sensato.
Sério mesmo.
Hei Majorie!
Legal seu texto, mandei pra minha Mãe, a pessoa que mais me ensinou nesta vida. Inclusive ela me ensinou que a rosa também pode representar a paz.
Que a mulher pode trazer a paz, a sensibilidade de quem cria, de quem gera. Estas coisas de quem vê na delicadeza uma qualidade altissíma e não a fragilidade. Ficar insistindo em briga de sexo é coisa do passado, aliás, generalizar também. Acredito que é preciso mudar muita coisa neste mundo machista e babaca, mas confronto é a arma deles.
Os vagões do metrô Rosa não segregam as vítimas e sim, permitem que elas estejam livres de alguns babacas. É uma questão de olhar.
Bjo,
Fidel
Ótimo teu texto! Só quem sente na pele as garras do machismo é que sabe o quanto essas flores são cínicas.
Esse texto é do caralho!!
Quero dizer, da boceta!
[...] Veja o original aqui. [...]
Voltei aqui para parabenizá-la novamente e dizer que mandei seu texto para várias amigas, que hoje me agradeceram e disseram que amaram.
Ai eu vejo um comentário um comentário clichê, sexista e ignorante como esse do tal do Ciência Traduzida. E achei muito boa sua resposta. Brou, pior do que os caras que batem em mulher são os caras que acham que não são machistas, mas que reduzem o discurso de uma mulher a um devaneio. Que reduzem a importância da opinião feminina e de sua presença. Que querem impor um estereótipo de mulher. “Sejam mais humildes, mais delicadas, mais fortes e poderosas sim, mas não agressivas”. Por que? É feio mulher agressiva? Meu bem, se não rolar agressividade em certos momentos, a gente é jantada viva.
Será que ele realmente se envergonha? Se se envergonhasse, ia subir de joelho a escadaria da Igreja da Penha e não vir escrever baboseira. E JAMAIS escreveria “num mundo igualitário”. Igualitário pra você, homem de classe média. Não pra uma mulher que tem que trabalhar 5 vezes mais para provar que é tão capaz quanto um homem.
Vai ler um pouquinho antes de vir vomitar esse discursinho intelectualóide improvisado.
Ana Claudia — pois é, é um pouco de audácia mesmo, mas acho que a gente tem que tentar. Tem um blog americano chamado Shakesville, que eu adoro. O slogan dele é “change will come teaspoon by teaspoon”. Diz a autora que, às vezes, parece que estamos tentando esvaziar o mar com meras colheres de chá. Mas, se a colher de chá é tudo que há, antes ela do que nada. Adoro a metáfora. E acho que é bem por aí. Uma frasezinha numa reunião de família aqui, outra no expediente ali. Algumas pessoas parecem que não vão mudar nunca. Não querem ouvir nenhuma experiência que não seja a sua. Em outras, a gente pode causar um “click moment”. Abraço
Flavita — rs, menos, menos!
Juju — nossa, não sabia que o Inagaki tinha me linkado. Pelo andar da carruagem, ano que vem a revista Pix pode me considerar para a categoria garota comível da internet! Rs, brincadeira. Preciso ir lá agradecê-lo pelo link. E brigada a vc tb pelos elogios! Adorei a expressão “me senti psicografada”, vou adotar.
Adminyaso — Poxa, obrigada
Ei, gostei do post sobre os layouts dos portais jornalísticos. Vou mandar para os coleguinhas.
Fidel — Eu não estou insistindo em briga de sexo. A sociedade é que o faz — dizendo que homens e mulheres são bichos completamente diferentes, que nunca vão se entender. “homens são de marte, mulheres são de vênus” e yadda yadda. Acho que há muito menos diferenças entre homens e mulheres do que a cultura nos faz acreditar. Quanto aos vagões, os homens é que têm que aprender que as mulheres não são propriedade pública — e não as muhleres que têm que ser isoladas, como se os homens fossem irremediáveis. Afinal, vocês, homens, são inteligentes e capazes de adquirir civilidade. Não acho que sejam bichos incapazes de se controlar.
Flávia — pois é. Faz tempo que torço o nariz para essas rosas. Levou tempo até conseguir verbalizar exatamente por quê.
Gabriel — heh.
J — logo depois que eu postei a resposta ao ciência traduzida, chegou um comentário me xingando, que eu deletei e bloqueei. Deve ser a mesma pessoa.
Sensacional!
Rose Marie Muraro diz que as bruxas queimadas,escorchadas,levadas ao extermínio pelos Doutos da Inquisição sobreviveram séculos depois nas histéricas de Freud.A mulher amordaçada pelo pavor do fogo,pela culpa torna-se o animal restrito à atividade doméstica.A virtude se compraz no cheiro asqueroso da rua,as bruxas modernas,muralhas para combater os desejos dos homens são ainda condenadas por representar e assumir a sua liberdade.
Aprendo que a liberdade se conquista.Aprendo a soltar também minhas amarras…Sou um cavalo selvagem que posto em arreios cuspo o instrumento de tortura que quebra minha mandíbula.
Desejam ainda nosso silêncio.
Para onde vamos como espécie? Somos seres fusionais,divididos,diferenciados e de um mesmo sangue vermelho.
Tanto mulher como o homem necessitam de apoio em suas idiossincrasias…mais do que isso apenas respeito.
A opressão vem do medo,e se faz do outro um artefato útil para que esse medo se perpetue.
Que nos deixem livres com nossas asas de borboleta. E que delas façamos um universo coerente,justo,e pleno de doçura.
Um grande abraço
Luciana
afffff!!! Pessoa superesclarecida meeeesmo!!! rsrs!! Valeu! Bjo!
Marjorie, eu não ficaria xingando você, apesar de reprovar sua atitude. Em todo o caso, confira pelo IP.
É uma pena que você pense desse jeito, como me respondeu, e ainda se sinta no direito de ser mais agressiva ainda.
Não sou o típico leitor da Veja não, mas aprecio todo o tipo de informação. E todas elas me levam a crer que vocês, mulheres, estão tendo uma chance de ouro de mudar o mundo.
E, se depender de algumas como você, vão jogá-la por água abaixo.
Boa sorte, saúde e paz.
Ah, só mais uma coisa:
Quando eu disse “num mundo igualitário”, estou me referindo a um mundo futuro, que torço para que vocês mulheres conquistem, com muita sabedoria.
Por isso completei com “quando oferecermos uma rosa, apenas a aceite.”.
Grato.
Ciência traduzida — é uma pena que eu pense desse jeito? Como? Que você estava obviamente tentando dizer às mulheres o que elas têm ou não têm de fazer? Ou por não concordar com você, que acha que a melhor maneira de combater a violência e as discriminações é sendo macia e cheirosa?
Ora, mantenho a mensagem: desce do pedestal. Só vai lhe fazer bem.
Marjorie, eu só usei o bom senso, aconselhando que vocês mulheres façam a vossa revolução com discernimento.
Sejam macias e cheirosas sim, como a águia, que a despeito de suas características físicas, tem uma visão e capacidade de foco invejável.
Ainda em relação à “ideologia de estudantes de sociologia”, fiz menção a isso porque muito me assustaria, no próximo 8 de Março, ver as mulheres jogando as flores no chão da rua como se aquela humilde rosa fosse uma ofensa.
Se a origem do presente tem a ver com prostituição ou sexo, pouco me importa. A mim, como homem evoluído (e o simples fato de manter essa discussão em bom nível, sem palavrões, me faz considerar-me assim), este presente em forma de flor sempre será uma forma de mostrar-lhes que, não importa onde vocês estejam, se são a chefe ou a a esposa dona-de-casa (apenas um exemplo, tendo em vista que a minha é professora), serão sempre a mais bela criatura de Deus.
Problemas? Vocês tem aos montes, infelizmente. A questão da equiparação salarial, a violência característica do sexo, o preconceito bobo e machista, et cetera. Mas só poderão de fato solucioná-los quando porem a mão na massa, desenvolverem bons argumentos, botar no poder gente interessada em mudar o status quo.
Escrever um texto meia-boca, e que faça um convite marxista às avessas, do tipo “uni-vos, e homens, enfiem a rosa no c*”, definitivamente, não é um bom começo.
——
Findo a discussão por aqui, certo de que vocês mulheres tem em frente um mundo cheio de problemas, mas que vocês, em maioria, o mudarão para melhor, sem repetir os mesmos erros de alguns homens que quase botaram tudo pra perder.
Beijos,
e aceite a nossa rosa.
[...] posso falar do Dia Internacional da Mulher. Eu não, que eu não tenho nada a dizer. Deixemos que uma mulher [...]
Muito bom o texto.
Marjorie,
Amei seu texto.
Sempre senti isso em todo dia 8 de março.
Todas as vezes que mostrei indignação com o “parabéns” ou a rosa sofri algum tipo de censura.
Adorei descobrir que existem mais mulheres que pensam como eu.
Parabéns pela sua iniciativa!
…a libertação das mulheres só acontecerá quando superarmos a sociedade de classes, que nos confinou (com sua divisão do trabalho) ao espaço privado do lar.
quem sabia muito bem disso eram as mulheres operárias de moscou, que saíram às ruas em greve, em 8 de março de 1917. a greve se expandiu e o movimento derrubou o czar e explodiu a revolução russa, que garantiu várias conquistas às mulheres. depois essas mesmas conquistas foram solapadas pela contra-revolução stalinista, e nos anos 60 o feminismo burguês americano inventou uma greve que teria se dado (em nova iork!) no final do séc. 19, também em 8 de março. coisas da guerra fria (e aceitamos a versão das americanas, que não tem nenhuma comprovação histórica) até hoje. enfim. mas o fato é que esta data de luta nasceu das mulheres operárias, socialistas, russas, em luta contra o patriarcado e o capitalismo.
parabéns pelo ótimo texto!
e tchau.
::
Marjorie,
Seu texto está ótimo. vou publicá-lo com os devidos créditos.
Belíssimo texto, construído sobre uma visão precisa do assunto e com fluidez.
Adorei a chave de ouro usada para fechar o texto.
Apesar dessa iniciativa parecer ter irritado outros homens, não me incomodou nem um pouco. Achei a sua abordagem a mais acertada, e por isso lhe digo uma coisa:
Parabéns. Esse você ganhou por mérito seu, só seu.
Olá Marjorie:
Não preciso me alongar, pois o seu texto dispensa os elogios, é muito pertinente. Pois numa sociedade machista e patriarcal, as mulheres no dia 08 de Março não têm que sair comemorando apenas, têm mais é que refletir e reagir contra os absurdos que as acontece, dentro e fora do lar. Sou mulher e não sou cega, essas coisinhas de dia para tudo servem para tapar o sol com a peneira e como sempre digo em meus programas de rádio: no mundo tem louco pra tudo, até para escrever um texto maravilhoso com este. Parabénsssssssssssss
Abraçosss
Com carinho: Silvanna Ramos
Bravo, Marjorie. Me senti de alma lavada com o seu texto, falou o que a muito estava na minha garganta e na minha indignação.
Abraço
Beatriz
[...] Semana passada foi a Semana Internacional da Mulher, continue a ler o sensacional texto acima da Marjorie Rodrigues, e pense realmente se você também não dispensa esta rosa. Clique aqui e leia. [...]
[...] Não deixe de ler o texto da Marjorie. [...]
Muito, muito bom seu texto!
Obrigado por ser mulher assim.
Marjorie seu texto é sensacional. Realmente eu dispenso essa rosa.
[...] canonizando Michael Jackson(agora é tarde, deveriam ter reconhecido quando era vivo), as cartas de repúdio ao Dia Internacional da Mulher, as manifestações de raiva contra o julgamento do STF para reconhecer a união homossexual, [...]
Oi Marjorie! Adorei seu texto.Também faço um trabalho parecido enviando duras críticas a comerciais machistas de tv, principalmente os detestáveis e clássicos sobre sabão em pó! Se puder me oriente em como ajudá-la nessa tarefa!!Faço Letras, sou feminista roxa e adoro escrever!!Bjoos.Obrigada!