
A verdadeira emancipação feminina
março 16, 2009De: Marjorie Rodrigues
Para: fantastico@globo.com
Assunto: A verdadeira emancipação feminina
Caros pauteiros do Fantástico,
Soube que, no último domingo, os senhores conclamaram as telespectadoras a enviar fotos de si mesmas abraçando suas máquinas de lavar.
Devo dizer que acho ótima a idéia de fazer as mulheres se mostrarem agradecidas por sua emancipação. Excelente mesmo. No entanto, que tal usar os verdadeiros símbolos da emancipação feminina da próxima vez? Já que os senhores menosprezaram a pílula (afinal, ela permite às mulheres fazer sexo casual! O horror, o horror!), sugiro:
A carteira de trabalho
O título de eleitor.
Fica a dica.
Atenciosamente,
Marjorie Rodrigues.




Nossa!!! Dessa eu não sabia, também ando meio sem paciência pra ver o Fantástico, mesmo vendo só pela internet, porque o nível tem caído mais ainda. Mas fui ver a matéria que você mencionou no post abaixo, e só posso fazer coro com o que você já disse. Ridículo demais.
clap, clap, clap, clap!
ADOREEEEEEI!
Demais. Publica quando houver resposta (duvido que haja, mas há chance deles tentarem uma bem cretina).
Genial. Eu ia pedir exatamente isso, que vc nos contasse da resposta deles.
and she scores!
E vc acha que eles vão ter CARA de responder um email desses? Se eu fosse do Fantástico, eu ia PROCURAR UM LUGAR PRA ENTERRAR MINHA CABEÇA e esperar morrer lá dentro.
Acho que todas devemos fazer o mesmo! Para ganhar força! O que acham meninas? O problema é se eles resolverem mostrar no Fantástico XD Aí quem vai querer enterrar a cabeça sou eu…… pq ainda vão querer tirar onda de politicamente engajados na causa feminina!!!
Boa!
…Também duvido que haja resposta, mas enfim, teaspoons. Minha intenção era fazer cara de imbecil nas fotos, dando joinha, igual às mulheres do Fantástico. Mas aí minha dignidade falou mais alto.
E, Aline, eu acho que não tenho cacife para organizar mais um movimento coletivo na internet, uahahaha
Ai quando eu vou no Brasil e assisto o Fantástico eu nunca sei se devo rir ou chorar, uma afronta à inteligência até de uma criança de 2 anos.
Marjorie eu queria comentar contigo de outro post que tu escreveu há uns dias em que tu dá a dica de um livro de alguém que trabalhou como caixa de supermercado, não me lembro se na França ou nos EUA. Se tu gosta desse tipo de livro eu recomendo Hard Work, da jornalista inglesa Polly Toynbee. Ela passa 40 dias trabalhando em empregos que pagam salário mínimo na Inglaterra, coisa que ela já tinha feito nos anos 70 e compara as duas experiências. Apesar de eu não concordar com ela em algumas coisas (tipo que grandes corporações são via de regra melhores empregadores do que pequenas-empresas), no todo o livro é muito bom. Outro que eu não li porque mudei da Inglaterra antes de conseguir comprar e não acho aqui na Suécia é Bellow the Breadline em que uma jornalista mais nova faz a mesma coisa, tenta viver com o salário mínimo britânico. Se tu quiser eu posso te dar de presente o meu “Hard Work” me manda teu endereço por email e eu coloco no correio. Ele é bem fininho, bem rápido de ler.
Sobre o sotaque, sabe que em sueco apenas estrangeiros tem sotaques, suecos tem dialeto. Acho que dependendo do contexto não é perjorativo. Eu sempre leio o blog “Separated by a common language” de uma linguista americana que trabalha na Inglaterra e ela chama o inglês britânico e o americano de dialetos.
Aqui na Suécia acontece MUITO de os suecos não se esforçarem para entender o que estrangeiros falam. E como é impossível não soar como estrangeiro, por melhor que você fale sueco, às vezes basta eles escutarem um sotaque para fazer cara de desentendidos e começar a falar inglês. Muitas vezes nos programas de TV eles colocam legendas quando estrangeiros falam sueco. Eu acho bem demeaning.
ADOREI!!!!
Que tal todo mundo mandar uma fotinho, e publicar no blog? A gente pode até fazer um fotolog só com essas fotos
Eu nem assisto Fantástico, nunca, nem sabia. Mas a resposta é perfeita. Nem precisa falar nada. Só acho que devia ter uma segurando uma pílula também.
Putz, adorei a ideia de tirar uma foto e mandar para eles tambem. Pensei em simbolos menos obvios, tipo um livro! (tipo assim, eu sou mulher e leio livro! Eu penso! Ohhhhh. O mundo anda tao horrorivel que ate isso ja virou transgressao).
Admito que nao sei que horas vou conseguir fazer, mas enfim!
(hm, acho que vou tirar uma foto abracando minha estante! hahaha!)
Ops, quando eu disse “menos obvios”, nao quis esculhambar com as suas fotos, pelo contrario! Achei muito boas mesmo, so estava pensando em ampliar a coisa um pouco, por isso inclui os livros, no meu caso…
(sei la, vai que o meu comentario soou mais estupido que eu queria, ne?)
Excelente! É estarrecedor que o ‘fantástico’ associe emancipação com um liquidificador ou máquina de lavar ou qualquer coisa do tipo – ainda que tenham grande serventia e ‘facilitem o trabalho’… Gostei da sugestão da foto com o livro, gostei da sugestão da pílula. Acrescento a camisinha feminina, a direção do carro, a posse de cheque e cartão, o pc, o ingresso na universidade…
Bom, estou aqui feliz da vida tirando fotos minhas com a minha carteira de trabalho, minha habilitação, meu diploma e claro… minha querida pílula adesiva.
Se eles vão responder ou não, já está fora do meu alcance, mas se causar algum incômodo ou reflexão… válido.
Alena e Moema — me mostrem suas fotos depois, please!
Eu não sei se já te disse, mui respeitosamente, q. v. fica bela qdo brava. O que percebo agora, porém, é v. está sempre brava!
[...] da mulher moderna, lembrar da carteira de trabalho e do título de eleitor, como bem fez a Marjorie. É não aceitar que mulheres e homens ainda não estão no mesmo patamar no mercado de trabalho. [...]