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Linkage

Abril 20, 2009

Hoje o linkage é especial, só com textos sobre o não-estupro. César M, te dedico, héin.

1 – The Not-Rape Epidemic, excelente ensaio de Latoya Peterson, publicado no livro “Yes means yes – visions of female sexual power and a world without rape”. Recomendo muito.

2 – A different kind of rape, outro ótimo texto sobre como a cultura faz vítimas de estupro não reconheçam as suas experiências como estupro ou não tenham certeza se foi estupro ou não. Também acho que é leitura obrigatória.

3 - Acting out for no reason, post do Curvature  com trechos muito bons sobre a mania de achar, instantaneamente, que as mulheres que dizem ter sido estupradas estão exagerando ou mentindo.

4 - Gee, I guess I wasn’t raped!, texto bastante pesado, mas é tão raivoso que dá gosto. Foi postado na comunidade do Feministing.

De cabeça, me lembrei só desses posts, em inglês. Se alguém tiver alguma dica de textos em português, diga lá.

7 comentários

  1. Apesar de estar sem tempo nenhum, hoje comecei a ver rapidamente os seus links, e um deles me levou a um “thread” do Shakesville sobre abusos sexuais. Tem uns 330 comentários lá de mulheres que foram estupradas, assediadas, tocadas, humilhadas sexualmente. Cada vez que eu vejo algo assim, mais me convenço que aquele título de um post meu, “Toda MulherTem uma História de Horror pra Contar”, não é exagero. É realidade. Eu li parte das histórias de horror no Shakesville e pensei: putz, se isso continua acontecendo hoje no país mais rico do mundo, com 40 anos de movimento feminista no currículo, imagina o que acontece em lugares onde as mulheres tenham ainda menos direitos? E até quando?


  2. Sim! Eu ia linkar esse post do Shakesville também, mas acabei esquecendo.

    Parece que todo post que trata de abusos acaba virando um fórum de confissões — as mulheres não se sentem sozinhas e aí ficam à vontade para contar o que aconteceu com elas.

    E, como disse a Cara do Curvature, isso prova que não é preciso muita coisa para fazê-las falar. Basta garantir um espaço seguro, em que elas não sejam imediatamente culpadas pelo que aconteceu ou postas em dúvida. Se tantas mantêm silêncio por tanto tempo, é justamente porque o mundo não costuma levar em conta as suas palavras. O mundo não é espaço seguro para as mulheres.

    …E a quantidade de confissões comprova justamente essa falta de segurança.

    Outra coisa que me chama a atenção é a quantidade de abusos que elas silenciam porque “não são estupro”. Ou seja: memso que não apareça um mané como o Cesar M pela frente, ainda assim elas o imaginam. Já adivinham que vai vir alguém e dizer que ela está exagerando. Este é umdos motivos pelos quais eu mantive e mantenho a boca calada sobre o que aconteceu comigo.

    Eu tava apostando meu dedo mindinho que ia vir alguém falar merda no post ali de baixo. Dito e feito. E eu não tenho muita paciência para isso, sabe? É como um segundo abuso. É mais uma pessoa desrespeitando os meus limites.


  3. Cadê a poesia que estava aqui neste post?
    Estava muito boa, pessoal com uma estrutura original. Eu não tiraria. ^^

    Vou dar uma lida nos textos. Excelente blog, quando puder passou aqui novamente.


  4. Ah, Danilo, eu achei que ficou meio ruinzinho o poema… Não ando sentindo firmeza na minha subliteratura ultimamente, não. =-/


  5. Matéria do El País desta terça:


    El peor enemigo de la mujer soldado, su camarada

    Un libro publicado en EE UU revela violaciones y acosos en Irak y Afganistán

    Cuarenta mujeres han relatado sus experiencias a la profesora de periodismo de la Universidad de Columbia Helen Benedict en el libro El soldado solitario: La guerra privada de las mujeres sirviendo en Irak. De esas 40, 28 fueron violadas, agredidas sexualmente o acosadas. No fueron una excepción. Diferentes estudios basados en cifras del Departamento de Veteranos de Guerra dicen que el 30% de las mujeres han sido violadas mientras servían en el Ejército por sus propios compañeros, el 71% han sido agredidas sexualmente y el 90% acosadas.


  6. tem mais ou menos a ver:
    http://contexts.org/socimages/2009/04/21/victim-blaming-and-domestic-violence/


  7. aliás, abaixo desse post tem outro sobre uma cena de estupro em um filme [http://contexts.org/socimages/2009/04/21/the-rape-scene-in-observe-and-report/#more-8637], onde se lê o seguinte comentário: “Maybe the real question is: ‘Should we be making such a big deal out of this?’. It is a movie after all.”. clássico.



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