Eu sabia, Galvão. Tudo que é ruim pode ficar pior. Eu só tinha visto o comercial dos meninos. Aí, agora, me avisaram que a campanha é segmentada. Costelinha para os meninos, cream cheese para as meninas.
Eu sei, eu sei, homens e mulheres são diferentes — mas, como não me canso de repetir, a maioria das diferenças a que as pessoas se referem é fabricada, exagerada, quando não mentirosa. Afinal, por que separar salgadinho por sexo? Por acaso há alguma diferença na forma como meninos e meninas comem batatas? Então a menina não pode gostar de costelinha (imagina, carne é um negócio tão másculo!) e o menino não pode se interessar por uma batata “lisinha e suave”?
A resposta dos publicitários: claro que não, gente. Porque está no cérebro. Hello-o, essas diferenças todas são bio-ló-gi-cas! Pé direito e pé esquerdo, como já dizia Maitê Proença. Logo, @s feministas histéric@s só dão murro em ponta de faca, pois estão lutando contra o imutável.
Veja bem, as mulheres são naturalmente fúteis. De cada cinco coisas que pensam, três são sapatos! Não, não é porque existem trocentos modelos de sapatos femininos e apenas cinco modelos masculinos. Não é porque o vício em sapatos nos seja enfiado goela abaixo por Hollywood ou pelas revistas e cadernos de moda do jornal. Não é porque as moças aprendem, desde muito cedo, a ser “princesinhas” cujo maior e mais importante atributo é a beleza. Nada disso! É tudo original de fábrica. Nascemos assim. Umas frívolas fofoqueiras.
Portanto, só nos interessaremos pelo salgadinho desde que ele pareça afrescalhado (ei, não é qualquer queijo. É cream cheese!), lisinho, suave e delicadinho. Costela é muito rústico, né? Coisa de macho.
PS – Falando em princesinha, repare que a menina do anúncio não tem desejo sexual como o menino. Ela não pensa em sexo. Não pensa no homem em partes (bunda, coxas, peito). Pensa só em romantismo, no beijo com o príncipe encantado, o galãzinho da novela.




