Arquivo da categoria ‘Internet afora’

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Novembro 14, 2009

Lembram do meu post sobre cirurgias estéticas vaginais? A BBC publicou uma ótima matéria sobre. Leia também uma reflexão bacana do Sociological Images sobre a linguagem utilizada nas propagandas de cirurgia plástica.

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Novembro 1, 2009

Ok, acho que sou a última pessoa a entrar no Facebook e a conhecer o Classe Média Way of Life. O Facebook só serve para falar com os coleguinhas gringos, já que o google falhou nesta etapa de sua tentativa de dominação do mundo. Já o classe média é simplesmente GENIAL. Tô rindo horrores.

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Agosto 26, 2009

Já indiquei meses atrás, mas não custa indicar de novo. Acabei de reler — e reconheci tanta gente em cada tópico!

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Agosto 16, 2009
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Assumindo o palavrão

Agosto 8, 2009

Você com certeza já deve ter ouvido alguma moça dizendo: “ah, não sou feminista, mas…“. Ou: “sou a favor disso e daquilo, mas não sou feminista não. Não gosto dessa palavra“. Ou: “sem querer ser feminista, mas isso é tão machista!“. Tem muita mulher que é, de fato, feminista, que se identifica conosco, que  se interessa pelos temas que a gente discute… Mas tem medo de assumir a etiqueta. Tem medo de sair do armário. Afinal, dia sim e outro também, há sempre alguém reforçando o velho estereótipo de que as feministas são amargas, não têm senso de humor, odeiam os homens, não pegam ninguém, não podem ter um pingo de vaidade, são retraídas em relação a sexo, etc etc etc. É é claro que esta é uma imagem a qual ninguém quer ser relacionado.

Não sei se tô falando besteira, mas acho que este dilema é ainda mais complicado para as heterossexuais. “E se os caras se assustarem, pensando que eu sou Lorena Bobbit? Eu sou humana, véi. Ainda quero transar, namorar, quem sabe casar, ter filhos, etc etc”.

Só que, como todos os estereótipos, o das feministas não procede. Entre as moças assumidamente feministas que conheço, estão algumas das mulheres mais bonitas, inteligentes, gentis, sexies e engraçadas que já conheci. Como acontece com todos os estereótipos, quem os repete não conhece de fato as pessoas de quem está falando. Não convive com elas. Nunca dialogou com elas. Já escrevi sobre isso aqui: para transformar o outro em Outro, essa entidade homogênea, só mesmo não convivendo com ele. Não tendo acesso à complexidade de cada membro do grupo. Então você trata o grupo que não conhece como um objeto uniforme, distante e exótico – em vez de um conjunto de seres humanos únicos, iguais a você.

Então, quando dizemos “sim, eu sou feminista”, este é um risco que assumimos. Que, de cara, as pessoas olhem para você como se você fosse uma chata, uma xiita. Mesmo que você tenha agido de maneira feminista até então (e muita gente concorde com sua maneira de agir e pensar), a partir do momento em que você diz isso com todas as letras, muitas dessas mesmas pessoas podem passar a te enxergar de maneira diferente. Como se você tivesse acabado de tatuar a marca da besta na própria testa.

Mas, se não assumirmos este risco, o estereótipo não poderá nunca ser derrubado. Lembram do filme “Milk”? Quando o Sean Penn fala para todo mundo sair do armário? Ele diz: “se todo mundo sair do armário, as pessoas vão ver que os gays são seus amigos, seus vizinhos, seus filhos, seus irmãos, seus colegas”. Assim, as pessoas deixarão de pensar nos gays como um objeto somente imaginado, distante. A comunidade adquire rostos, corpos e nomes. Se humaniza.  

Com a gente, acho que é a mesma coisa. A passinhos de formiga, as pessoas vão vendo: “péra aí, mas VOCÊ é feminista? E você e você e você?”. Pois é, mané! Nós somos magras e gordas, altas e baixas, heteros e homos, namoradeiras e virgens, risonhas e ranzinzas, com maquiagem ou sem, de calça ou de vestido. E a gente gosta tanto dos homens que queremos que eles se libertem e sejam seres humanos completos, não apenas projetos de machões. Daí aquela famosa camiseta: “this is how a feminist looks like”. Porque a gente vem mesmo em várias embalagens. Então bóra parar de frescura e assumir logo a palavra. Desembucha!

Enfim. Tudo isso para dizer que este é o melhor texto sobre o tema que eu já li nesses últimos tempos. Está em inglês, mas vale a pena.

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Agosto 5, 2009

Detalhinho: não pude deixar de reparar que somente mulheres se manifestam no fim do vídeo…

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E um mais engraçadinho:

“I was actually raised by wolves. So my name is hard to pronounce in english. It’s something like… Wooo-woooo-woooo. It roughly translates as shadow of the wind”. HAHAHAHAHA

Esses dois são hilários!

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Julho 21, 2009

Vocês já devem estar sabendo que, em resposta aquele episódio infame da revista Pix, a Lola está fazendo um concurso periódico de blogs escritos por mulheres, né?  O tema desta vez é justamente ”feminismo” — e os posts estão ótimos, acabei de ler todos.

Cabe ressaltar que, embora um dos meus textos tenha sido indicado, eu NÃO estou linkando o concurso para dizer “votem em mim”. Até porque acho impossível votar em um post só (aliás, ficaí a dica, Lola. A gente podia votar em mais de um!). Estou dando o toque só para vocês conhecerem essa mulherada que tão bem está atirando colheres de chá internet afora.

Right on, ladies!

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Julho 14, 2009

Jimmy Carter (sim, ele mesmo, o ex-presidente dos EUA) escreveu um artigo muito interessante sobre a discriminação de mulheres nas comunidades religiosas. Carter acaba de abandonar a igreja batista que frequentou por 65 anos, por não concordar que “alguns versículos cuidadosamente selecionados sejam utilizados para justificar a exclusão e a subjugação das mulheres”.

Eu não acho que a misoginia das principais religiões seja apenas fruto de um truque para justificar a estrutura hierárquica. De todo modo, o artigo traz uma discussão muito necessária.

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Julho 13, 2009

“Parabéns a Mayara pelo seu trabalho. Parabéns a Obama que foi sensível e educado ao ajudar uma outra representante a descer as escadas. Ainda há muito a se fazer para que as mulheres sejam ouvidas e não apenas vistas por seus atributos físicos. É claro que podemos querer ser bonitas e não há nenhum problema em mostrar essa beleza, mas todas merecemos respeito, em qualquer lugar, em qualquer momento, até mesmo na simples ação de subir ou descer uma escada. Cada dia é um degrau a mais para alcançar e garantir o simples e essencial direito ao respeito.”

Melhor post sobre o caso — que me deu tanta raiva que eu não tive nem forças de escrever sobre. É esse tipo de coisa que  me faz sentir muita, mas muita vergonha dos coleguinhas.

[update] - Já que a blogosfera brasileira tá mais ou menos coberta, resolvi chamar a atenção das gringas para a questão. É claro que o texto deve estar cheio de errinhos — at, in, on, nunca sei qual deles usar…

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Café com leite ou água e azeite?

Julho 1, 2009

Tive de assistir a esse documentário para uma aula e achei que vale a pena dividi-lo. Essa primeira parte é meio devagar, mas as outras são muito boas. Aqui: 2, 3, 4, 5 e 6.

Sobre essa primeira parte, duas observações:

- “Racismo é que nem ácaro: todo mundo sabe que existe, mas não percebe. Só que tem muita gente que sofre com isso”. HAHAHA, melhor frase!

- O documentário tem N declarações que visam a derrubar o mito da democracia racial, mas eu acho que a cena com os alunos da faculdade Anhembi-Morumbi já faz isso por si. 

A menina no fundo da sala (4:08) diz sentir “orgulho de ser brasileira, orgulho dessa mistura” – mas veja que o tom dela é extremamente assertivo, quase agressivo. É um “cala a boca” para a colega que se afirma como negra. Só essa cena já diz tudo. Todo o resto do documentário é pleonasmo.